Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara.
Eduardo Galeano
Foi então que sentei na janela, acendi um cigarro e fiquei parada ali durante uns 10 minutos, ou horas, mas o tempo já não importava mais. Imóvel eu contemplava a imensidão do céu e o amontoado de estrelas. O relógio da cabeceira marcava mais de meia noite, um novo dia pensei, acabava de nascer. Lá fora ou aqui dentro? Não se sabe. Cruzei os dedos e desejei apenas que os raios de sol voltassem a tocar meu rosto e que a tua vontade fosse feita.
Que agosto, mês dos ventos fortes leve embora os cansaços e nos ensine a ter mais paciência. Força e fé, repete comigo?

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