domingo, 27 de abril de 2014

“... E assim tem sido a minha vida, sempre me perdendo atrás do que é bonito.” 

(Lisbela e o Prisioneiro)




terça-feira, 22 de abril de 2014


Na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu.



Quis te contar, que na correria do meu dia no decorrer das estações tudo o que sempre quis e não soube como dizer foi o quanto queria ter você comigo. Sim, eu sempre soube que você era conjunto meu, porque só tu tens o poder de complicar meus passos, desatar meus nós e me desconcertar por inteira.

Quis te contar que tudo que eu sempre quis foi dividir contigo meu cobertor, a minha história e até minhas interrogações. Quis contar que jamais soube chamar outra pessoa de amor e que meu violão se desbota com o passar dos dias, porque não consegui tocar mais nenhuma nota.

Quis te contar que sem você eu sou somente uma caixa de ossos chacoalhando por ai e que desenho teu rosto em pensamento quando o sono não vem.

 Quis te contar que gastei todos os reles centavos que eu tinha no bolso e comprei uma casa pra gente na lua, e que te espero, com a calma, o abraço e o zelo. Te espero pra rodar comigo, numa valsa infinita que só existe num castelo de sonhador, o nosso castelo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pra plantar um carinho nesse peito inquieto, as palavras que o dicionário não sabe traduzir.



terça-feira, 15 de abril de 2014





Parecia ser mais um dia banal, a semana começava novamente e com ela uma pilha imensa de trabalhos a serem feitos. O calor havia nos abandonado, dando lugar ao charme do frio que creio que só o RS possui. Até onde a memória alcança, lembro-me gostar de tal clima, sempre fora assim, agora talvez ainda mais, pelo fato de trazer consigo não só o aconchego da lareira e da xícara de café, mas também pela nostalgia das lembranças guardadas com tamanha delicadeza por todos esses anos.
O frio me trás uma mala cheia de risos, músicas cantadas pelos corredores, e uma segunda família que deixei, na promessa de voltar, todavia jamais o fizera, creio por falta de coragem e também por acreditar que se tu tens uma lembrança boa e a vida te obriga a partir é melhor guardar o que se têm do que permitir que o amargor da ausência acabe por destruir os laços. Realmente foi o melhor, a gente não se vê muito é verdade, mas quando nos encontramos é quase tangível o carinho que o nosso abraço emana, por isso vos afirmo, aquilo que é de verdade, meus amigos, nunca se perde. 
Parecia mais um dia banal, mas não era. Entre tantos sonhos extraviados e relógios que rodam pra trás, depois de tanto tempo eu sentia que finalmente havia me encontrado e sabe eu não sei se esse florescer interno é o que chamam de encontrar a tal felicidade, mas tá pra nascer alguém que me tire a alegria de procurar.


sábado, 5 de abril de 2014

Então eu tive uma das experiências mais fortes da minha vida. Não havia nada além de um espelho e palavras que eu dizia para os Outros, mas tive que me dizer olhando nos olhos: os mais tristes que já tive. Minha voz tava embargada, mas meu coração tinha certeza do que dizia. Minha fisionomia mudou, e eu consegui gargalhar novamente por ser exatamente como quem estou me tornando.

Eu estava me fazendo muita falta.

Marla de Queiroz