sexta-feira, 31 de maio de 2013

Promete?

"Há dez centímetros de silêncio entre suas mãos e as minhas, uma fronteira da palavras não ditas entre teus lábios e os meus a algo que brilha triste em nossos olhos."




- Tá vendo aquela montanha?
- Que tem ela?
- Vou jogar dentro da mochila uns livros, pegar o violão e lá em cima construirei uma casa longe de tudo. 
- Vai me abandonar?
- Te espero com café fresco e aquela musica do Cazuza que tu tanto gosta. 
- Promete? 
- Prometo!

Foi então que se abraçaram e se perderam para sempre.

sábado, 11 de maio de 2013



Roubaram-me as palavras, arrancaram-me uma parte agora o que resta é o barulho da mente calada e as memórias que como fantasmas sussurram em meus ouvidos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O dia em que a alma morreu



Minha solidão é um precipício que só conversa com o eco da minha voz. O tempo passa e fere tornando-me mulher. Cresço vagando por essas ruas sujas ateia, vazia e quebrada. Não eu não sou infeliz, não sou do tipo que chora um oceano jogada em uma calçada qualquer, só não sinto nada à muito tempo. Vez em quando tenho um aperto no peito, falta de ar, meus olhos se enchem de lágrimas que se recusam cair, minha boca transborda palavras não ditas, por vezes até deixo escapar um sorriso, não sei dar nome a isso, talvez seja apenas cansaço ou desencanto, que seja. Não sei sentir nada diferente, eu amo pouco quase nada, agora que não morro mais.