Onde habitam as palavras ainda castas, ainda ingênuas, ainda crianças, ainda com medo do escuro.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Tarde da noite, mais uma taça de vinho. Me entrego à leveza doce da embriaguez. Agora Só uma coisa me faz respirar como respiraria uma montanha, profundamente. Não dependo mais do coração alheio, não olho mais o relógio com angustia quando um atraso pode significar desaparecimento, nem estou mais ligada por um fio invisível a um corpo externo a mim. Pertenço apenas a mim mesma e a alguns prazeres mundanos confesso, porém meu coração ninguém mais toca, niguém mais sente.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Trust Me
Tuas palavras acenderam meu cigarro, me deram 20 minutos de silêncio e diluíram minha tristeza num copo de água com gás.
Porque eu achei tudo tão engraçado neste seu planeta.
Mas eu queria agradecer por me amar dessa forma cheia de compreensão e por sempre me trazer seus ângulos loucos. Tua loucura ampara a minha
Gratidão!
Você me faz crescer às gargalhadas.
Mesmo quando dói.
Marla de Queiroz
Porque eu achei tudo tão engraçado neste seu planeta.
Mas eu queria agradecer por me amar dessa forma cheia de compreensão e por sempre me trazer seus ângulos loucos. Tua loucura ampara a minha
Gratidão!
Você me faz crescer às gargalhadas.
Mesmo quando dói.
Marla de Queiroz
Vai, larga dessa vibe niilista dessa filosofia cretina que o sistema impõe.
Vem comigo, que fincaremos nossos pilares num mundo completamente novo, onde o que prevalece não é status nem contas bancárias, mas o que tu carrega no peito.
A vida chama, vem comigo e me ama.
Vem comigo, que fincaremos nossos pilares num mundo completamente novo, onde o que prevalece não é status nem contas bancárias, mas o que tu carrega no peito.
A vida chama, vem comigo e me ama.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Ela se aninha no meu colo, repousando a cabeça em minha coxa enquanto acaricio levemente seus cabelos macios como nuvens. Os lábios por nenhum motivo ou por todos eles se alinham na forma de um sorriso, ela me olha, pergunta porque, balanço a cabeça dizendo não ser nada enquanto mentalmente repito, "Gosto de você, baby gosto tanto de você"
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Sobre abraçar árvores
Imóvel, fundida num abraço de vidas, o tempo em volta de mim escorria sobre as horas. Muitos passavam e se perguntavam "o que está louca faz no meio da rua abraçada em uma árvore?" eu nada fiz apenas continuei ali imersa na delicadeza da vida que como eu não sabia falar.
Entrego meu corpo à solidez dos teus braços e degusto lentamente
a presença que se esvai por entre meus dedos. Como uma criança assustada, te
abraço forte temendo o caos que cobre o céu lá fora. Tua seiva por onde corre o
fluxo da vida és fonte inesgotável das minhas sedes mais profundas. Busco em ti
a paz que minha alma tomada por emoções mundanas desconhece, teus traços ocos
me sustentam e teus olhos esquecidos guardam a delicadeza pueril escondida
atrás da máscara de gente adulta que visto. Envolvo-te num último abraço, sem
expectativas ou o desejo de algo em troca. Te abraço porque és vida assim
como eu e na batida lenta do coração que não se sabe se é meu ou teu me perco, enquanto
os primeiros raios de sol tocam meu rosto, dando inicio a mais um ciclo de
recomeços.
domingo, 8 de dezembro de 2013
People always Leave
E o coração que, antes contemplava a partitura do silêncio, foi tingido por aquela música, pela voz límpida e abrasiva, pela melodia que abraçou o seu choro magoado, tua expressão comovida. E a música, atingiu nossos corações antes sossegados, derramou suas notas machucadas em nossas feridas, e se fez antídoto da mesma ferida que abriu.
Você estava ao meu lado e, por alguns momentos, pude encostar em tua ausência: desconhecia o lugar em que esteve quando a harmonia certeira te inquietou por inteiro. E, quando acariciei o seu rosto para oferecer algum amparo, só consegui abraçar tua lágrima.
Marla de Queiroz
Você estava ao meu lado e, por alguns momentos, pude encostar em tua ausência: desconhecia o lugar em que esteve quando a harmonia certeira te inquietou por inteiro. E, quando acariciei o seu rosto para oferecer algum amparo, só consegui abraçar tua lágrima.
Marla de Queiroz
- Tu não te medo do tempo? - Tu sabe o tempo que constrói é
o mesmo que devora.
- Porque teria menina ?
- A mente tem dessas de pregar peças, a gente acaba
esquecendo aos poucos dos cheiros, do toque.. no final resta apenas uma
lembrança desbotada de tudo que um dia fomos.
Sorrio de canto e logo estou encarando-a novamente.
- Não se esquece o que se ama de todo coração. Perdão,
digo.. mas tempo não cura tudo nem apaga o que foi. Tempo é um moinho e no meio
das engrenagens estamos nós.
- Jamais abandonarei você, prometo.
- Não prometa nada, apenas diga que não serei mais uma
fotografia envelhecida no fundo da gaveta e se não sentir mais nada, peço apenas
que pense em mim com força e carinho pois esse me chegará na forma de uma oração para
enfrentar a severidade dos dias depois que bater a porta e partir.
sábado, 7 de dezembro de 2013
"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
Que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”.
Carlos Drummond de Andrade
Da boca cheia de palavras não ditas, porque nada faz mais sentido, restou apenas o gosto amargo no fim da garganta tão conhecido do abandono, e das dilacerações, fomes e sedes impera em mim somente a vontade irracional de dançar. Ouvi uma vez que quando se dança a psique é tomada pela roda da vida que no embalo da valsa lenta a liberta das correntes (pena que era apenas uma lenda). Eu terminei onde comecei, equilibrando-me sobre a velha sacada sem grades (porque agora eu não tenho mais medo de cair), assistindo toda essa gente chegando e partindo, festejando a vida que eu não posso tocar. Terminei onde comecei, agora sem mais nenhum pedaço que pudesse desatar o desejo antigo de olhar para trás. Da metade amputada de mim resta apenas a fisgada, uma dor latejada no membro que perdi, todavia nessas voltas, aprendi que nada dura para sempre, nem mesmo a dor.
E lastimava ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
Que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”.
Carlos Drummond de Andrade
Da boca cheia de palavras não ditas, porque nada faz mais sentido, restou apenas o gosto amargo no fim da garganta tão conhecido do abandono, e das dilacerações, fomes e sedes impera em mim somente a vontade irracional de dançar. Ouvi uma vez que quando se dança a psique é tomada pela roda da vida que no embalo da valsa lenta a liberta das correntes (pena que era apenas uma lenda). Eu terminei onde comecei, equilibrando-me sobre a velha sacada sem grades (porque agora eu não tenho mais medo de cair), assistindo toda essa gente chegando e partindo, festejando a vida que eu não posso tocar. Terminei onde comecei, agora sem mais nenhum pedaço que pudesse desatar o desejo antigo de olhar para trás. Da metade amputada de mim resta apenas a fisgada, uma dor latejada no membro que perdi, todavia nessas voltas, aprendi que nada dura para sempre, nem mesmo a dor.
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