sexta-feira, 8 de agosto de 2014

“Escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta."

Caio Fernando Abreu






sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Para atravessar agostos...

Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara.

 Eduardo Galeano



Foi então que sentei na janela, acendi um cigarro e fiquei parada ali durante uns 10 minutos, ou horas, mas o tempo já não importava mais. Imóvel eu contemplava a imensidão do céu e o amontoado de estrelas. O relógio da cabeceira marcava mais de meia noite, um novo dia pensei, acabava de nascer. Lá fora ou aqui dentro? Não se sabe. Cruzei os dedos e desejei apenas que os raios de sol voltassem a tocar meu rosto e que a tua vontade fosse feita. 

Que agosto, mês dos ventos fortes leve embora os cansaços e nos ensine a ter mais paciência. Força e fé, repete comigo?