“Escrevo para espantar a solidão que tua ausência me causa.(...) Ah Cazuza, você é o mar que me afoga e que me faz renascer, nas ondas, ou na praia, você é o pôr do sol do Arpoador e por fim, você está em mim, não por um segundo, mas de forma exagerada e eterna. Te escrevo, meu amor, porque a solidão me dói e você a cura.”
Eternas cartas para Cazuza
Ultimamente passo noites inteiras escrevendo cartas em sonhos. Sabes daquelas em que o intuito não é a entrega ao remetente, mas marcar o papel com um punhado de sentimentos e talvez até algumas lágrimas e incinerar. Para que no pó o universo absorva tudo que não pode ou convém ser dito.O curioso nessas manifestações tão urgentes é que eu acordo sempre na ânsia de não deixar que tais versos se percam, mas eles sempre se vão.
