Onde habitam as palavras ainda castas, ainda ingênuas, ainda crianças, ainda com medo do escuro.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Garota selvagem
Acho um saco os caretas e suas verdades perfeitas
Não dou a mínima para os bons modos e não faço questão de tratar pessoas bem por pura conveniência.
Não ligo pra conchavos
Desprezo etiquetas e se as atitudes forem contrarias do que prega tenha certeza que nunca acreditarei em uma palavra dita pela tua boca.
Tenho sangue quente
Tem meu respeito quem fala o que sente e não tem medo de assumir que errou.
Não dou explicações a ninguém e tenho uma forte tendencia a estragar as coisas.
O que as pessoas pensam, pra mim são apenas restos e não me interessa
Não acredito em sorte e acho uma bobagem esse assunto de milagres.
O que desejo corro atrás e ganho.
Não temo a morte e nem acredito em Deus
Pertenço apenas a mim mesma
Vivo para aplaudir rebeldias
Moro nas ruas
Nunca serei teu amor
E seria ótimo ter seu telefone.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Pra decorar teus dias
Nunca saberei me declarar com palavras, nem te direi frases feitas, essas tão clichês se eu realmente não sentir. O meu gostar se resumirá no entrelaçar dos dedos na tua mão e a certeza de que estarei perto toda vez que desabar. Gosto de ti pelo que és, venero tua alma nua e crua, teu lado negro, tua parte que sangra. Esbarro nas tuas verdades e te abraço me fundindo na incoerência do teu pulsar. Nada somos além de meros fragmentos desses tantos "eu's" que nascem e morrem dentro da gente você sabe, contudo foi olhando para você numa dessas manhãs casuais que você acorda com a cara toda amassada, morrendo de sono que minhas confusões e vazios existenciais se solidificam numa única certeza: a felicidade existe e tem nome.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Tento te olhar, mas a luz que emana queima meus olhos.
Tu és como uma atriz que acabara de sair de um antigo filme francês, bela e fria. Acompanho teus movimentos e ardo em desejo quando teus lábios perfeitamente desenhados pelo batom vermelho seguram o cigarro enquanto gentilmente ofereço o isqueiro. E assim perdidas no meio da fumaça, nas trevas do meu coração, bebo tua alma, te beijo.
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