Nunca saberei me declarar com palavras, nem te direi frases feitas, essas tão clichês se eu realmente não sentir. O meu gostar se resumirá no entrelaçar dos dedos na tua mão e a certeza de que estarei perto toda vez que desabar. Gosto de ti pelo que és, venero tua alma nua e crua, teu lado negro, tua parte que sangra. Esbarro nas tuas verdades e te abraço me fundindo na incoerência do teu pulsar. Nada somos além de meros fragmentos desses tantos "eu's" que nascem e morrem dentro da gente você sabe, contudo foi olhando para você numa dessas manhãs casuais que você acorda com a cara toda amassada, morrendo de sono que minhas confusões e vazios existenciais se solidificam numa única certeza: a felicidade existe e tem nome.
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