domingo, 8 de dezembro de 2013

People always Leave

E o coração que, antes contemplava a partitura do silêncio, foi tingido por aquela música, pela voz límpida e abrasiva, pela melodia que abraçou o seu choro magoado, tua expressão comovida. E a música, atingiu nossos corações antes sossegados, derramou suas notas machucadas em nossas feridas, e se fez antídoto da mesma ferida que abriu.

Você estava ao meu lado e, por alguns momentos, pude encostar em tua ausência: desconhecia o lugar em que esteve quando a harmonia certeira te inquietou por inteiro. E, quando acariciei o seu rosto para oferecer algum amparo, só consegui abraçar tua lágrima.


Marla de Queiroz 




- Tu não te medo do tempo? - Tu sabe o tempo que constrói é o mesmo que devora.

- Porque teria menina ?

- A mente tem dessas de pregar peças, a gente acaba esquecendo aos poucos dos cheiros, do toque.. no final resta apenas uma lembrança desbotada de tudo que um dia fomos.

Sorrio de canto e logo estou encarando-a novamente.

- Não se esquece o que se ama de todo coração. Perdão, digo.. mas tempo não cura tudo nem apaga o que foi. Tempo é um moinho e no meio das engrenagens estamos nós. 

- Jamais abandonarei você, prometo.

- Não prometa nada, apenas diga que não serei mais uma fotografia envelhecida no fundo da gaveta e se não sentir mais nada, peço apenas que pense em mim com força e carinho pois esse me chegará na forma de uma oração para enfrentar a severidade dos dias depois que bater a porta e partir.

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