domingo, 12 de janeiro de 2014


Seus olhos carregados de afeto me abraçavam ansiando proteger-me de tudo. Eu engolia o choro e tentava puxar do fundo um jeito bonito pra te sorrir. Entre nós havia uma mistura de dor com a vontade que se fazia mais forte de desejar que tudo não passasse duma brincadeira de mau gosto do acaso. Não era.
Não havia nada a ser feito, era grave e estava avançado demais. Restava apenas a aceitação de que eu estava fadada ao processo lento de morte que acabara de começar. Engraçado, tanto tempo fora isso que eu quis, mas hoje, só agora eu queria acordar no meio da noite, te abraçar forte e agradecer por ter sido apenas um sonho ruim.
Perdoe a inutilidade do meu abraço atrasado, eu ainda não sei como me despedir.

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