Seus olhos carregados de afeto me abraçavam ansiando
proteger-me de tudo. Eu engolia o choro e tentava puxar do fundo um jeito
bonito pra te sorrir. Entre nós havia uma mistura de dor com a vontade que se
fazia mais forte de desejar que tudo não passasse duma brincadeira de mau gosto
do acaso. Não era.
Não havia nada a ser feito, era grave e estava avançado
demais. Restava apenas a aceitação de que eu estava fadada ao processo lento de
morte que acabara de começar. Engraçado, tanto tempo fora isso que eu quis, mas
hoje, só agora eu queria acordar no meio da noite, te abraçar forte e agradecer
por ter sido apenas um sonho ruim.
Perdoe a inutilidade do meu abraço atrasado, eu ainda não sei como me despedir.
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