sábado, 14 de junho de 2014

Sóbria


Seguimos através de nossas migalhas de pão, sonhando que as fomes terminem e o dia siga espalhando suas luzes para nos mostrar onde estão as veredas que devem ser evitadas. O pão apodrece, o dia finda, a estrada se torna mais perigosa, ficamos sem direção e a verdade relampeia quase cegando: estar perdido é o nosso caminho certo.

Tiago Fabris Rendelli


Eu sempre tive um jeito enorme de amar para sempre, mas sou desajeitada demais para lidar com o que não tem fim. Essa utopia que tantos tecem aos quatro ventos não se adéqua a mim, nem me pertence. A felicidade sempre me pareceu um tanto escorregadia  a ponto de nunca ter conseguido firma-la nas mãos. Engraçado, minha honestidade costuma causar certo desconforto, muitos até creem de pé junto que não passo de mais uma desiludida que canta sobre a solidão. Tais filosofias já não me tocam, alias quase nada. Nesses dias lentos só tenho presa e sentimentalidade exacerbada costuma ser prejudicial à saúde.


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