terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sempre se têm as estradas

“…abriu todas as janelas para o dia azul brilhante. Respirou fundo, sorriu. (…)Sorriu ainda mais quando, sem esforço, lembrou de uma porção de gente.(…)quem acredita sabe encontrar. Não garanto que foi feliz para sempre, mas o sorriso (…) era lindo quando pensou todas essas coisas…”As partidas sempre doem baby...

Caio Fernando Abreu




Faltam exato três meses para a partida, mas as malas já estão prontas. Meu recomeço se dá em uma nova cidade, num apartamento pequeno, com rodas de viola e um bando de amigos loucos filosofando sobre a vida. No meio dos barulhos das buzinas, da correria e dessa gente que como eu tenta se encontrar, eu me sinto em casa. Meu novo lar me abraça e pela primeira vez me sinto parte de algo, o desconhecido mundo novo me fascina, acolhendo-me rumo a jornada que diante dos meus olhos se revela. O destino me tirou para dançar e nessa valsa lenta ameaço os primeiros passos, devagar, sem pressa, já que eu sempre fui um desastre com atividades que exigem mais do que o movimento básico de caminhar. Só alguns meses penso, mais alguns dias. Vou partir sem olhar para trás, para que não fique presa a nenhum pedaço e possa dessa forma ir embora completa.

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